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“Ignorar esse momento de mudanças é fechar os olhos para o óbvio. Vai representar uma ladeira abaixo na sua carreira. Se você é um líder de alguém, isso é muito mais grave! Pois você estará impactando negativamente na vida de outras pessoas também, além da sua.”

 

Meu avô, que era gráfico de profissão, dizia que a prensa tipográfica era a maior inovação que ele já manuseou.

 

Um conjunto de engrenagens que imprime de forma sincronizada qualquer texto que for montado através dos tipos de ferro, LETRA A LETRA.

 

Em seu ambiente, esse sistema resolvia perfeitamente o problema de replicar páginas impressas de forma igual. A produção de uma nota fiscal levava cerca de 2 dias.

 

Mas veio o ambiente e mudou as variáveis. Trouxe novas alternativas. O que era novo não é mais. Surgem computadores e impressoras.

 

inovação sempre busca resolver um problema real da melhor forma (mais rápido e mais barato). Mas dizer se algo é ou não inovador depende sempre do contexto de quem olha.

 

Por isso, é comum acharmos que estamos inovando, mas quando se olha de uma perspectiva externa e compara com o mercado, estamos muito atrás.

 

Inovar é preciso

 

 

Ficar parado ou inovar de forma lenta é uma alternativa para você?

 

A Kodak, Blockbusters, taxistas e tantos outros usaram essa estratégia. Sabemos o final dessa história.

 

Ignorar a avalanche que está chegando é muito comum e natural do ser humano.

 

Muitas dessas empresas sabiam que o jogo estava mudando. Mas seres humanos são propensos a “não mudar”. Isso nos faz economizar energia. Continuar fazendo da mesma forma é muito mais seguro para nosso cérebro primitivo, o qual se preocupa com cada energia gasta pois ele não sabe se vai ter alimento amanhã ou não.

 

Garanto que muitos que estão lendo esse texto já estão preparando mil desculpas para não inovar. É o cérebro primitivo querendo que você fique seguro.

 

No entanto, o cenário mudou. A globalização faz com que nossos clientes estejam geralmente no mundo inteiro. E nossos competidores também! Isso, aliado a inovação tecnológica e o excesso de informação faz termos um ambiente muito diferente.

 

O que eram problemas de escassez, hoje são de abundância.

 

As startups já entenderam isso

Se você entende por startup empresas que tem escorregador, pufs e jogos, sinto dizer mas apenas colocar essas coisas na sua empresa não resolverá o problema.

 

Na verdade, os ambientes leves e descolados são formalmente para poder atrair os melhores profissionais. Porém, quem visita o Google ou outras empresas do Vale do Sílício, observam que esses entretenimentos estão quase sempre vazios.

 

No fundo brinco que é uma provocação para mostrar para todos que dizem que não tem tempo de que aqui temos tempo e dinheiro de sobra. Esbanjar por incrível que pareça geralmente é um sinal de eficiência na natureza.

 

Isso é o que você deve observar nas startups. Eficiência!

 

Conhecemos muitas das principais startups que estão fazendo a diferença no Brasil e no exterior. E posso dizer com toda segurança que essa eficiência é conquistada por uma cultura de inovação de TODA A EMPRESA.

 

Ela começa por um propósito definido e forte, pois a alta performance só é alcançada quando você está motivado. Essa inclusive é uma variável que era subestimada pelos processos de QI e avaliações de competência. Hoje, fica claro que somos mais irracionais do que achávamos e que a paixão e o inconsciente são quem na verdade nos guiam.

 

Confira também como uma empresa de TI aplicou a cultura da inovação de forma saúdavel:

 

 

Jogando fora o que não serve mais

Adoro como o universo vai podando as coisas desnecessárias e intermediários, assim como quem poda uma árvore ou vai eliminando algo que foi necessário um dia mas hoje não é mais, como o dente de siso, por exemplo.

 

Nessa lista vejo várias coisas. Em um ambiente de empresa, podemos começar pelas reuniões de horas e horas para passar comunicação que muitas vezes é falha.

 

Dar autonomia de decisão para as pessoas é o caminho natural para cortar os intermediários da equipe. Mas para isso acontecer, a equipe precisa ter uma visão sistémica muito maior para tomar decisões acertadas. E isso envolve conhecer principalmente as duas pontas. Clientes e produtos.

 

Visão sistêmica

 

Entender o cliente de fato é papel agora de todos. E não estamos falando aqui de público alvo. Sobre quantos anos tem ou sobre ele ser casado ou não. Isso na verdade importa pouco. Você precisa saber na verdade qual é o problema que ele tem. Em que contexto ele se encontra. Quais são as chamadas “dores” dele.

 

Várias ferramentas têm sido trabalhadas nesse sentido. Design Thinking, Customer success e personas são algumas que encontramos nas startups.

 

Outra ponta é o produto. Ter clareza sobre sua proposta de valor é fundamental.

 

Estando motivados e com clareza sobre o cliente e produto, é hora da ação.

 

Dados são o petróleo dos novos tempos

E em tempos onde a automação está ao alcance de todos e onde podemos brincar de ser magaiver com um zapier e uma planilha do Google Sheets, fazer trabalhos repetitivos é um desperdício grande de energia. Aqui se derruba um mito de que para inovar é preciso ter dinheiro. Não mais! Várias pequenas inovações, que chamamos de inovação incremental, são possíveis com conhecimento e boas referências.

 

Dados estruturados permitem tudo isso. Além de ajudar nas tomadas de decisões eles são usados para possibilitar automações. E isso é algo onde as startups investem bastante. Em um maior porte, ter cientista de dados na equipe é primordial.

 

Trabalho repetitivo deve ser feito por máquinas para que os humanos façam trabalhos realmente onde eles são bons.

 

Esse avanço tecnológico permite um olhar diferente sobre os custos. Conseguimos hoje diminuí-lo drasticamente.

 

KPIs claros são fundamentais para manter todos no jogo, alinhados e motivados. Já tentou jogar sem placar? Não tem graça, não é mesmo?

 

A cadência faz toda a diferença

Precisamos colocar em prática as melhorias. Aqui derrubamos um outro mito. De que movimento é igual a evolução. Precisamos dizer para nossa consciência de que estamos fazendo algo para resolver. O problema é que nosso emocional é péssimo em dar a prioridade certa as coisas. Assim, acabamos querendo fazer várias coisas ao mesmo tempo. Muitas das quais não farão diferença nenhuma no resultado, mas ao menos aliviam nossa consciência por achar que estamos fazendo nossa parte.

 

Métodos como OKR, 4DX e Mindset de Growth dão ordem as coisas e sistematizam o que deve ser feito, tirando a ansiedade e a frustração geradas quando fazemos algo que não impacta no resultado.

 

Tecnologia virou uma extensão do ser humano

É claro que a tecnologia precisa estar dentro desse ambiente e sempre sendo revisada. Aplicativos novos são lançados todos os dias e tem um grande potencial de melhorar seus resultados.

 

Tecnologias disruptivas como drones e big data precisam estar no radar, pois elas tem um potencial de mudar as regras radicalmente.

 

Mudança de mindset

Além do conhecimento técnico, chamadas de hard skills, as soft skills são desenvolvidas para que o mindset da equipe consiga diminuir problemas de comunicação, falta de foco, ansiedade entre outros.

 

Como ser humano, seremos desafiados ao autoconhecimento e a saber lidar melhor com perfis diferentes.

 

Por onde começo?

Vá sem medo. Implementar tudo ao mesmo tempo não vai acontecer. É preciso ir construindo no ritmo da equipe e incluir eles no processo.

Quando você consegue pequenas melhorias, você vai ganhando tempo para mudanças maiores. E assim, o que parecia impossível começa a ser natural.

 

 

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