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4 minutos de leitura

por Estelita Hass Carazzai *

 

* jornalista com formação em Data Science pela Harve, co-fundadora da newsletter O Expresso Curitiba e analista de comunicação no EBANX. Se quiser conversar mais (sobre letras ou números), estou no LinkedIn

 

Sempre fui uma profissional das ‘humanas’. Conversar e me relacionar com pessoas é para mim uma habilidade natural, assim como escrever – foi assim que descobri minha vocação no jornalismo e na produção de conteúdo, áreas às quais me dedico atualmente. Mas, ao longo dos últimos anos, descobri com prazer (e surpresa) uma habilidade que tem aberto possibilidades na minha carreira: aprendi a conversar com números.

 

Foi em minha trajetória de repórter, em busca de informações objetivas, que tive os primeiros contatos com planilhas e dados. Aos poucos, fui me aventurando. Comecei com comandos básicos de Excel: um PROCV aqui, um ‘sort’ ali, uma porcentagem acolá. Depois, mergulhei no SQL, para explorar grandes bases de dados, e em RegEx, para limpá-las. Estudei raspagem de dados, para criar minhas próprias planilhas. Montei visualizações no Tableau e DataStudio, até chegar ao R e ao Python.

 

Ainda no início desse processo, lembro de ter ouvido de um grande jornalista e mentor: “Isso vai mudar totalmente a forma como você trabalha e compreende o mundo”. Ele estava absolutamente certo. 

 

Se desenvolver essas habilidades lhe parece totalmente fora de propósito, leia abaixo cinco motivos pelos quais aprender e desenvolver habilidades em Data Science pode ser útil para sua carreira (mesmo para uma profissional de conteúdo e marketing, como eu):

 

1) Os dados estão em tudo

Olhe ao seu redor: tudo é informação, e quase tudo pode ser transformado em dados. O número de vezes que você checa seus e-mails por dia; quantidade de cafés vs. horas de trabalho; a intensidade do tráfego na sua rua; o método de pagamento que seus clientes mais usam; a taxa de abertura de uma newsletter; a promoção que gerou o maior ticket médio. É possível encontrar um arsenal de dados em fatos cotidianos, relacionados ou não ao seu trabalho ou negócio, e extrair deles uma valiosa informação.

 

2) Os dados contam histórias

Aqui entra a habilidade de conversar com os dados. O que esses números indicam? São maiores ou menores que a média de mercado? Qual o percentual de conversão desde a última mudança no produto? O número de cafés é diretamente proporcional ao trabalho que executo? (no meu caso: sim) A taxa de abertura da newsletter melhorou com a nova linha editorial? Faça perguntas, no melhor estilo jornalístico. Entreviste seus dados como um curioso insaciável, e tenho certeza de que eles contarão boas histórias – bem aquelas que passam despercebidas ao senso comum.

 

3) Os dados o ajudam a tomar decisões mais assertivas

A partir das histórias e insights colhidos na ‘conversa’ com os dados, as decisões a serem tomadas se tornam muito mais conscientes e assertivas. “Faço isso porque sei que funciona”; ou “Vou tentar outra coisa porque essa solução não deu retorno”; ou ainda “Experimentei isso e funcionou; agora, vou fazer o mesmo com esse outro produto e observar os resultados”. O peso de decidir se torna mais leve, e qualquer resultado é uma descoberta que apenas aprimora a próxima decisão. 

 

4) Os dados ajudam a prever os próximos passos do seu negócio

Aqui entramos no que, para muitos, é o coração do Data Science: machine learning, Inteligência Artificial, regressão linear, redes neurais, modelos preditivos. Todas essas ‘táticas’ têm o mesmo objetivo: os dados de hoje ajudam a identificar padrões e a prever comportamentos futuros – de clientes, do negócio, de leitores, de usuários. Mais que isso, podem apontar os caminhos mais adequados ao crescimento do negócio e ainda identificar gargalos que estão atrapalhando seu desenvolvimento.

 

5) Os dados mudam sua forma de encarar o mundo

Para terminar, acrescento aqui o conselho que me foi dado quase dez anos atrás. Desde que investi na minha intimidade com dados, desenvolvi uma mente muito mais analítica e questionadora. Nenhuma presunção passa ilesa: por que você acha que isso é verdade? Tem números? Tem dados? Como podemos colher essa informação? É o pensamento científico em estado bruto, aplicado ao cotidiano.

 

Apliquei essa ‘mente científica’, talhada em hipóteses e observações, até mesmo na maternidade: por que hoje minha filha dormiu a noite toda, e ontem não? A quantidade de leite na mamadeira influencia na qualidade do sono? Quantas horas de cochilo ela tirou durante o dia? 

 

Infelizmente, como descobri aos poucos, a vida de mãe não é exata como ciência de dados. Mas, para todo o resto, funciona – e abre portas e possibilidades.

  • Etapa 1

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