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É muito comum os iniciantes em marketing digital se aventurarem impulsionados pela facilidade de acesso e usabilidade das ferramentas do mercado. Isso é muito bom, mas o iniciante ou o dito ainda “não profissional” precisa ter em mente que os resultados no marketing digital estão diretamente ligados com a experiência. Ser iniciante no marketing digital não é uma tarefa fácil. Configurar uma campanha de links patrocinados com o mínimo possível para fazer ela rodar, por exemplo, é muito fácil. Porém, sem as devidas configurações e acompanhamento, você com certeza irá gastar mais do que o esperado e pior, sem trazer os resultados esperados. Todas as ações de marketing digital podem ser feitas rapidamente da forma mais simples possível, mas isso vai fazer a diferença entre ter resultado ou não.

 

Listei alguns erros comuns que os não profissionais e iniciantes cometem nas suas estratégias de marketing digital. Será que você está cometendo alguma delas? Vamos ver.

 

1 – Não faz pesquisa de concorrentes

Você sabe quem são eles? Quais são seus diferenciais? O quanto estão presentes e dominam os canais de tráfego e redes sociais?

 

um conceito de muitos profissionais e empresas que observam seus concorrentes para simplesmente copiar ou seguir no caminho que estão trilhando. Isso para mim é totalmente errado. Sua empresa nasceu para copiar seu concorrente? Então feche as portas. O ideal de um negócio é justamente ter uma personalidade e oferecer um benefício que nenhuma outra oferece.

 

É importante, claro, seguir seus concorrentes, mas justamente para retirar insights originais para o seu negócio e fazer DIFERENTE! É isso mesmo, caps lock, eu estou gritando, DIFERENTE! Hehe

 

Liste seus concorrentes, faça uma varredura detalhada. Quais são os diferenciais dele¿ Quais são seus concorrentes diretos e indiretos? Inclusive, há ferramentas no mercado como o Semrush, em que é possível obter uma estimativa do valor em mídia que seu concorrente está investindo mensalmente.

 

Fique de olho em seus concorrentes e obtenha insights para fazer diferente. Os profissionais experientes sabem muito bem o valor disso.

 

2 – Não cria personas

Esse é um dos primeiros módulos do nosso curso de Formação em Marketing Digital.

 

Você não está conseguindo emplacar seu produto. Na sua cabeça ele é perfeito, mas você só se esqueceu de uma coisa: quem compra? Quem são? Onde vivem? O que comem? Sabe aquelas manchetes do globo repórter? É isso mesmo. Quando começa o programa, o assunto é abordado até a exaustão nos mínimos detalhes. Quando você termina de assistir, você praticamente se sente um expert no assunto.

 

E é esse sentimento que você precisa ter quando se fala em criação de personas, conhecer seu público.

 

Por exemplo:

 

Quem são? Respondendo a esta pergunta, você retira informações de personalidade, que pode auxiliar no tom das campanhas que irão impactar seu público.

 

Onde vivem? Isso pode nos mostrar seus hábitos e regiões nas quais vão poder ter um bom proveito na hora de criar segmentações regionais para suas campanhas de links patrocinados.

 

O que comem? Aqui podemos traduzir como: que lugares frequentam? Bares? Restaurantes? Cachorro quente da esquina? Isso também ajuda tanto na leitura de nível de classe social do seu público e consequentemente você vai saber qual o comportamento do seu público de quais lugares frequentam para também ajudar na segmentação de suas campanhas.

 

Tudo, absolutamente tudo de informação, por mais simples e irrelevante que no primeiro momento pareça ser, pode ter escondido nela um insight poderoso sobre seu público. Todas as suas ações de marketing tem de estar baseadas em uma informação retirada de sua persona. Isso vai garantir que o conteúdo seja rapidamente percebido e incorporado no cotidiano do seu público.

 

Muitos profissionais iniciantes também costumam errar em fazer a persona e achar que ela será eterna. A persona tem de ser constantemente monitorada e evoluída. Construir personas é colocar a mão na massa no sentido de conversar com seu público através de entrevistas e observações de comportamentos padrões. Aqui não há espaço para achismos. Toda informação retirada de uma persona tem de ser baseadas em informações concretas.

 

3 – Coloca o site no ar e espera que tudo aconteça num passe de mágica

É muito comum os profissionais iniciantes sofrerem com uma ansiedade imensa. Seja por pressão do cliente ou em si mesmo para obter resultados rápidos. Aqui é preciso jogar a real com o seu cliente e com você mesmo: esquece resultado rápido. Fazer o certo é melhor do que dar certo. Tentar fazer dar certo só vai levar você para estratégias nas quais você vai praticamente jogar todas as suas fichas nelas, e com toda a certeza elas não vão corresponder às suas expectativas.

 

No marketing digital, diversas ações em diferentes canais fazem o todo da sua comunicação na internet. Tudo precisa estar interligado. A não ser que você tenha algo absolutamente sensacional, um produto super inovador o qual não da pra ficar indiferente a ele quando se é impactado pelo mesmo, você não vai obter sucesso num passe de mágica. Fazer o certo é o caminho. Faça o certo e com a paciência dos grandes monges tibetanos e uma previsibilidade financeira para tal e aos poucos você vai observar os resultados surgindo.

 

Será muito suor para gerar resultados tímidos, os quais irão crescer gradativamente enquanto o seu esforço diminui. É claro, será o mundo ideal se você ainda tiver toda aquela vontade de suar e suar mesmo quando os resultados que você desejava começam a chegar. O ser humano tende a tirar o pé do acelerador. “Evitar a fadiga”, como diria o Jaiminho carteiro do chaves.

 

Outros profissionais que muitas vezes acabam por cair neste erro são os donos  de e-commerces que fazem um site e ficam sentados esperando as vendas “bombarem”. É preciso criar as pontes que farão seus clientes chegarem até o seu produto. Do contrário, você será uma ilha perdida no mar da internet, sem ligação com ninguém e lugar nenhum.

 

Campanhas de tráfego pago e estratégias de SEO (Search Engine Optimization) a longo prazo farão essa ponte inicial. As redes sociais, claro, também podem ajudar, mas cuidado com achar que a rede social com certeza será um canal de vendas efetivo para seu negócio. Esse não é o objetivo dela. Mais a frente iremos pincelar mais sobre isso.

 

4 – Não separa canal de oferta e demanda

Você está tentando vender nas redes sociais e fazer campanhas de branding no Google Adwords por exemplo? Hum, não sei não, hein…

 

Aqui não podemos dizer que estas estratégias estão erradas, porém, com certeza você não vai estar aproveitando todo o potencial que estes canais tem a oferecer levando em consideração o comportamento dos usuários nelas.

 

Canais de demanda são todo e qualquer canal o qual o usuário vai ativamente atrás do produto ou solução para o seu problema. Ou seja, quando o usuário vai ao Adwords e digita “tênis azul nike”, ele está ativamente dizendo ao Google e aos seus anunciantes: hey! Me mostre anúncios e resultados de tênis azul nike, pois eu estou aqui buscando por um e alguma coisa eu quero. Mais provavelmente? Comprar um!

 

Para a venda de um produto a curto prazo, o ideal é apostar nos canais de demanda. Google Adwords e entrada de um e-mail em uma lista de interesses em algum produto por exemplo são canais de demanda. Você não vai até o seu cliente para anunciar, ele vem até você com a demanda para ser suprida.

 

Canais de oferta: digamos que você queira anunciar o mesmo tênis azul nike para uma segmentação no facebook ads. Aqui já vemos uma grande diferença: dificilmente você vai conseguir ser tão específico em sua segmentação nos canais de oferta quanto em um canal de demanda. Experimente tentar segmentar “tênis nike AZUL” no facebook ads por exemplo. No máximo você irá encontrar “Tenis nike”. Já no Adwords, você terá informações e volume suficiente na palavra-chave “tênis nike azul” para conseguir atingir somente as pessoas que estão buscando ativamente pelo tênis nike azul. Justamente por que no Google Adwords as pessoas são específicas em suas buscas para tentar encontrar o mais próximo possível do produto que eles querem.

 

Outra diferença crucial entre canal de oferta e demanda é o comportamento e finalidade de ambos. Canais de demanda são canais que buscam resolver um problema do usuário, como é o caso do Google Adwords. Dê um Google e você muito provavelmente achará o que procura.

 

Canais de oferta são canais os quais o comportamento do usuário está passivo. Ele não está navegando na rede social buscando um produto. Ele sabe que se quiser buscar algo, o melhor será ir até o Google. Na rede social, os usuários querem consumir conteúdo, acompanhar seus amigos, artistas e marcas preferidas. Por este fato, canais de oferta são ideais para estratégias de branding que são campanhas com um objetivo a longo prazo ou que visam auxiliar campanhas específicas de vendas as quais o canal de oferta não seja o canal de tráfego principal para vendas.

 

Para vender em um canal de oferta, por exemplo, você vai precisar ter literalmente uma oferta imperdível nas mãos. Se você não conseguir chamar atenção do usuário em um canal de oferta, você estará apenas jogando tempo, esforço e dinheiro fora.

 

5 – Não dá atenção ao branding

Profissionais de marketing digital tendem, pelo fato de terem os números em seu controle, achar que branding é coisa de criativo que não pode ser mensurado e não leva a resultado algum em números.

 

O que os profissionais iniciantes esquecem é que o branding é ESSENCIAL. Você compra algum produto de uma marca que você não confia¿ Fazer campanhas de branding é estar presente no momento em que seu público-alvo não esteja precisando do seu produto, e quando ele estiver precisando, vai se lembrar de você, positivamente ou negativamente, dependendo do seu posicionamento de branding.

 

É um exercício de visão futura. Acreditar que você tem um produto realmente bom, tem um diferencial claro e que você vai conquistar o usuário e ele levará seu produto em consideração na hora da escolha.

 

Sem branding, seu produto fica sem identidade e sem presença. Nesse cenário você só vai conseguir se diferenciar pelo preço com um preço muito abaixo do seu concorrente, por exemplo. Mas você vai conseguir sobreviver neste cenário por muito tempo¿ Está disposto a correr este risco¿ Se não, acho melhor ir pensando em uma estratégia digital de posicionamento de branding.

 

6 – Não fica atento ao custo por lead e clientes

Uma das dádivas da internet é sempre poder mensurar o resultado de praticamente qualquer coisa. Qualquer ação você pode medir quanto as pessoas clicaram, obter uma média de cliques e muitos outros dados.

 

Porém, os profissionais iniciantes não costumam dar muita atenção quando se fala no custo que está tendo para gerar um lead (e-mail) ou uma venda (cliente).

 

Por muitas vezes, o profissional iniciante é tentado a observar somente a quantidade de vendas. Se está vendendo cada vez mais, melhor. Porém, isto está sustentável? Quanto de esforço financeiro e de tempo você está gastando para gerar uma venda? Você pode estar bombando suas vendas, mas pode estar obtendo um prejuízo muito grande gastando rios de dinheiro em mídia paga para gerar estas vendas.

 

No final das contas, analisando os custos do produto x custos de marketing, você pode estar operando no negativo. O custo por aquisição de clientes dificilmente se torna sustentável quando se gasta mais de 15% em marketing do ticket médio do cliente com seu produto em seu site.

 

Fique atento. Calcule o valor mais sustentável do quanto você pode gastar para gerar um lead e uma venda. Isso pode ser a diferença entre a viabilidade ou não de suas estratégias.

 

7 – Não dá atenção ao Analytics

O Google Analytics é uma ferramenta poderosa para obter dados precisos sobre como seus usuários chegam até seu site, navegam nele e por que eles saem dele.

 

O profissional iniciante tende a somente observar os dados das ferramentas auxiliares, deixando de lado dados importantíssimos para tomadas de decisão estratégias de marketing e de otimizações nas demais ferramentas de marketing digital que o Analytics é capaz de gerar.

 

Claro, uma configuração correta do mesmo é importantíssima para isso. O que muitas vezes é onde o profissional iniciante esbarra. Saber ler os dados do Analytics não é uma tarefa fácil e por muitas vezes profissionais experientes têm dificuldades para interpretar, porém, para que um profissional iniciante possa passar para um profissional pleno ou sênior, ele vai precisar ter o Google Analytics como sua principal ferramenta de análise e tomada de decisões. Olhar para dentro, para si mesmo, quase sempre é a resposta para todas as questões, inclusive da humanidade hehe.

 

Se o profissional iniciante conseguir entender que estes passos são passos fundamentais para obter resultados realmente sustentáveis, com certeza ele estará preparado para elevar seu nível.

 

Até a próxima! =)

  • Etapa 1

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